A investigação teve início após a mãe identificar conversas impróprias no celular da filha.
Na manhã desta quarta-feira (04/02), a Polícia Civil de São Sebastião do Paraíso, em operação conjunta com a Polícia Civil de Suzano (SP), prendeu um homem de 30 anos suspeito de cometer crimes sexuais contra uma adolescente de 12 anos.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em outubro de 2025, após a mãe da vítima perceber mudanças no comportamento da filha, associadas ao uso excessivo do telefone celular.
Ao verificar o aparelho, ela identificou conversas com conteúdo sexual mantidas com um adulto e, diante da situação, procurou imediatamente a Delegacia de Polícia de São Sebastião do Paraíso, onde reside.
As apurações indicaram que o suspeito iniciou contato com a adolescente por meio de um jogo online e, posteriormente, migrou a comunicação para redes sociais.
Com o avanço das conversas, o homem passou a adotar comportamento criminoso, incompatível com a idade da vítima, induzindo-a à prática de atos libidinosos por meio de manipulação emocional.
Ainda segundo a polícia, o investigado enviou e solicitou imagens explícitas à adolescente.
Com autorização da mãe, foi realizada a análise técnica do aparelho celular da vítima, que confirmou a existência de mensagens, áudios e vídeos de conteúdo sexual impróprio. As investigações também apontaram que o suspeito tentou ocultar provas utilizando ferramentas digitais para apagar mensagens. No entanto, a Polícia Civil conseguiu recuperar os arquivos durante a perícia.
Conforme explicou o delegado Rafael Gomes, responsável pelo inquérito, a identificação do suspeito foi possível por meio de investigação cibernética, o que resultou na expedição de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Civil de Suzano, onde o investigado foi preso e teve o telefone celular apreendido.
Ainda segundo a Polícia Civil, a ação serve de alerta aos pais e responsáveis sobre a importância do acompanhamento das atividades digitais de crianças e adolescentes, ressaltando que denúncias rápidas são essenciais para a proteção das vítimas e a responsabilização dos autores.




