As vítimas incluem crianças da família e uma aluna de 8 anos, que denunciou o abuso na escola.
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (16/10), dois homens, sendo um de 65 e outro de 39 anos, suspeitos de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município de Muzambinho. As prisões foram efetuadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guaxupé, com o apoio de policiais civis da cidade.
Segundo a Polícia Civil, o homem de 65 anos é investigado por estupro, estupro de vulnerável e tentativa de estupro, com vítimas entre crianças e adolescentes de sua própria família. Segundo as apurações, os abusos ocorreram de forma contínua, dentro do ambiente doméstico, em um contexto de confiança familiar.
Já o segundo investigado, de 39 anos, foi indiciado por estupro de vulnerável, por abusar sexualmente de uma criança de 8 anos. O caso foi revelado após relato espontâneo da vítima em uma escola, o que mobilizou imediatamente a rede de proteção e as equipes da Polícia Civil. Durante as investigações, também foi constatada a tentativa de reaproximação da vítima pelo suspeito, mesmo após a denúncia.
As prisões preventivas foram decretadas pela Comarca de Guaxupé, e os suspeitos foram encaminhados ao Presídio Guaxupé/Guaranésia, onde permanecem à disposição da Justiça.
A delegada Mireli Mafra, titular da DEAM de Guaxupé, destacou a importância da articulação entre os órgãos envolvidos na proteção das vítimas:
“Essas prisões representam o resultado de investigações técnicas e sensíveis, especialmente por terem sido cometidos em ambiente familiar. A Polícia Civil atua nesses casos com um trabalho técnico, mas também humanizado, com atuação em rede, integrando escolas, saúde, assistência social e órgãos de proteção. Essa articulação é fundamental para que possamos identificar e interromper ciclos de violência, garantindo acolhimento às vítimas e responsabilização dos autores.”
Os crimes investigados estão previstos nos artigos 213 e 217-A do Código Penal, além de dispositivos da Lei Maria da Penha. As penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão, com agravantes em razão da relação familiar entre os suspeitos e as vítimas.




