A Polícia Militar reforçou orientações sobre o uso de cerol e linha chilena após a morte de uma criança de 1 ano e 9 meses ocorrida na última semana na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A Polícia Militar voltou a alertar a população sobre os perigos do uso de cerol e linhas cortantes após a morte de uma criança de 1 ano e 9 meses registrada na última quarta-feira (27/05), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, a linha com cerol teria ficado presa na antena de uma motocicleta e, em seguida, atingido a vítima, que não resistiu aos ferimentos. O responsável pela linha cortante, um jovem de 19 anos, foi preso após o ocorrido, mas acabou liberado pela Justiça na sexta-feira (29/05), mediante cumprimento de medidas cautelares.
Diante da repercussão da tragédia, a Polícia Militar reforçou que o uso de cerol e da chamada linha chilena é proibido e representa risco extremo para motociclistas, ciclistas, pedestres e ocupantes de veículos.
Segundo a corporação, o cerol, mistura de cola com vidro moído, pode provocar cortes profundos, mutilações e acidentes fatais. A PM também alerta que o material é frequentemente utilizado sem que usuários tenham noção da gravidade dos riscos envolvidos.
Entre as principais orientações da Polícia Militar está a recomendação para que crianças e adolescentes não utilizem linhas cortantes durante brincadeiras com pipas. A corporação também orienta que pais e responsáveis acompanhem as atividades e reforcem a conscientização sobre os perigos do cerol.
Outra recomendação importante é evitar soltar pipas próximo a vias movimentadas, rodovias e redes elétricas. Para motociclistas, a PM destaca a importância do uso de antenas corta-pipa, equipamento que pode reduzir riscos em casos de linhas atravessadas nas vias.
Ainda segundo a Polícia Militar, denúncias sobre fabricação, comercialização ou utilização de cerol podem ser feitas anonimamente pelo telefone 190 ou pelo Disque Denúncia 181.
A corporação reforça que conscientização, prevenção e fiscalização são fundamentais para evitar novas tragédias envolvendo linhas cortantes em Minas Gerais.






